Lá se vai mais um técnico. Justificativa? Não entendi. Tenho certeza que por maus resultados não foi, o Paysandu está com 72% de aproveitamento dos pontos com o Edson Gaúcho no comando. Será que foi pelo fato do técnico querer jogar no regular gramado do Mangueirão todas as partidas do time e a diretoria que passar os jogos para o castigado campo da Curuzu?
Bom, não existe justificativa para a demissão de Edson Gaúcho do Paysandu, a não ser por puro capricho.
Dirigente que demite técnico por ser “esquentadinho” ou por decidir o melhor caminho para chegar à segunda divisão do ano que vem o Edson queria jogar todos os jogos no Mangueirão – campo este que favorece equipes bem entrosadas e mais técnicas do que o adversário, caso do Paysandu -, é a constatação de puro amadorismo.
O grupo confiava em Edson, tinha vezes que jogava por ele. O técnico não poderia ser culpado pelo sentimento de soberba quando o papão está ganhando com certa facilidade e jogava de forma displicente, em certos casos tomando a virada.
Por que considero este momento como repeteco de 2008? Em 2008, a equipe do Clube do Remo, que fora campeão Paraense naquele ano, estava com dificuldades para deixar a folha salarial em dia, mas a equipe estava focada, juntamente com o técnico Arthur Oliveira, na conquista a acessão para a série B. Tudo foi buraco a baixo. O presidente azulino da época, Raimundo Ribeiro, bateu o pé com certas declarações e comportamentos do técnico Arthur e o demitiu em pleno vestiário, fazendo com que a equipe remista perdesse um grande aliado e incentivador. Resultado: o Clube do Remo foi eliminado na fase seguinte e não se garantiu na série C, teve que disputar uma vaga para disputar a recente criada série D – não conseguiu a classificação.
E agora? O torcedor paraense terá que torcer apenas para o Águia de Marabá, de novo?
Avante Águia!
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